Lista Telefonica Online de Formiga MG
 
 

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Formiga MG Bom dia !, 28 de Julho de 2014

 

 

Lista Telefonica e Guia Comercial de Formiga MG

 

 

 

História

Os primeiros registros de desbravamento da região, são relacionados à criação da Picada de Goiás, em 1737. Também chamada de Caminho de Goiás, era uma das Estradas Reais, que ligavam minas e permitiam explorar e escoar o ouro. Com o tempo, a Coroa proibiu, sob pena de morte, a criação de novos caminhos que levasse às minas. A Picada de Goiás ligava São João del-Rei ao Rio São Francisco.
Até 1748, Goiás era uma simples comarca da Capitania de São Paulo. Em 1744, os portugueses da Comarca de São João Del Rei, a mando de Gomes Freire, tomaram da Vila de Pitangui, Comarca de Sabará, o Arraial do Tamanduá. Dali para frente, até o rio São Francisco, tudo ficava "entre a Capitania de Minas Gerais e Goiás", inclusive, o Quilombo do Ambrósio que, conforme sempre afirmou o historiador Leopoldo Corrêa, ficava ao norte da atual Cristais-MG. A capitania de São Paulo foi extinta em 1748, quando passou a ser subordinada à do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, também se criaram as capitanias de Goiás e Mato Grosso.
Nessa ocasião, Gomes Freire usurpou da extinta São Paulo o atual Sudoeste de nosso Estado. Gomes Freire, no entanto, falhou e não conseguiu agregar o Triângulo, então Goiano, à nossa Capitania. Além disto, inconformado por não ter conseguido destruir os quilombos em 1746 - o que causou a extinção do imposto da Capitação - Gomes Freire mandou invadir em 1759, o Triângulo, que pertencia à Capitania de Goiás e subjugar também os rebeldes de nosso atual Sudoeste. Mas, o Triângulo continuou goiano.
Assim, Inácio Correia Pamplona, segundo ele mesmo declarou em processo de justificação de 1803, foi contratado pelo próprio Gomes Freire para continuar a empreitada, agora, de tomar de Goiás o atual Triângulo Mineiro, o que teria empreendido a partir de 1766, passando sempre, no seu ir-e-vir, por Formiga e região, como consta do diário e roteiro da suposta expedição que, em 1769, empreendeu a mando do conde Valadares. A partir de então, Inácio Correia Pamplona passou a parasitar política e administrativamente toda a nossa região, sempre tentando distorcer os fatos de maneira a carrear para sua história, fatos e feitos de outras pessoas, como Antônio João de Oliveira, Bartolomeu Bueno do Prado, Inácio de Oliveira Campos, João de Godoy Pinto da Silveira e muitos outros.
Com o passar do tempo, vários sesmeiros começaram a se instalar pelo caminho, dando origem a diversas fazendas. Foram concedidas 25 sesmarias aos desbravadores, para que pudessem desenvolver a região. Com a instalação dessas fazendas, também deu-se início à fuga de escravos. Registra-se, à época, uma carta a D. Maria I, relatando a imensa quantidade de escravos fugidos na região. Houve várias expedições para capturar os fugidos e destruir os quilombos formados. A mais célebre, registrada em documentos da época, foi a investida do Capitão Manoel de Sousa Portugal contra o Quilombo do Ambrósio.
A respeito do Quilombo do Ambrósio e os demais quilombos da Caminho de Goiás, Luiz Gonzaga da Fonseca, em "História de Oliveira", narra os ataques dos quilombolas:
"Não há dúvida que esta invasão negra fora provocada por aquele escandalosa transitar pela picada, e que pegou a dar na vista demais. Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, miçangas, tapeçarias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da "Picada de Goiás". Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do Rio das Mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueirões e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boiadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, matando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha. E do combate a essa praga é que vai surgir a colonização do território e região.. Sobre estas alegações, veja item específico A Violência no Caminho de Goiás e o Quilombo do Ambrósio.
Em 1764, o então governador de Minas Luís Diogo Lobo da Silva, parte em viagem pelo centro-oeste e sudoeste do atual estado, passando por Itapecerica (à época Tamanduá), pela Fazenda do Pouso Alegre e pelo Quilombo de Formiga,onde residia sesmeiro, Antônio José, o Torto, sob o comando do qual criou uma Esquadra de Cavalaria Auxiliar. Dali, prosseguiu sua viagem de 365 léguas visando a consolidar o abocanhamento do atual Sudoeste de Minas que, até 1748, pertencera à extinta Capitania de São Paulo.
Objetivando desenvolver os povoados da região, a fim de diminuir o número de pessoas desocupadas no estado, ele convida Inácio Correia Pamplona, para se instalar na região. Em 1767, o governador concede a Inácio Correia Pamplona e seus acompanhantes, 20 sesmarias na região. A de Inácio, posteriormente, deu origem ao município de Bambuí. A região, que mais tarde se tornaria os município de Formiga e Córrego Fundo, foi entregue a Domingos Antônio da Silveira.
Entre a concessão das 25 semarias da Picada de Goiás e a concessão das 20 sesmarias por Luís Diogo Lobo da Silva; houve a abertura de mais uma picada entre Tamaduá e Piumhi. Essa picada, visava um encurtamento de caminho entre os povoados. Esse caminho, que foi aberto pelos primos Estanislau de Toledo Pisa e Feliciano Cardoso de Camargos, seguia um antigo caminho feito por índios e escravos fugidos. A Picada de Tamanduá a Pium-í, como ficou conhecida, foi a que deu origem ao povoamento de Formiga.

A origem do topônimo Formiga é explicada por três versões que são a base para diversos estudos sobre a história da cidade. Chegar a um censo comum sobre a origem da cidade torna-se uma tarefa difícil, pois não existem documentos que comprovem qualquer hipótese.

Por isso, este texto mostra o surgimento da cidade através das três versões, levando em consideração estudos de pesquisadores que ao longo dos séculos dedicam-se à pesquisa sobre Formiga

A história de Formiga começa em 1675, com a bandeira de Diogo Castanho, mas foi em 1723 que Diogo Bueno adentrou na região para descobrir e povoar o Sertão do Rio Grande e Capivari.

Infelizmente, nossa história se perde durante muitos anos, tendo em vista a falta de documentos que registrem o período, e pode ser a diferença histórica entre entradas e bandeiras.

Mister se faz, então, considerarmos a história a partir de meados do século XVIII, ou seja, a partir de 1737, com a abertura da picada de Goiás, partindo de São João Del Rey com destino à nascente do Rio São Francisco e às minas de Goiás, e não Pitangui como se chegou a acreditar.

Provavelmente no início do século XVIII, diz a história que Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera, ou Diabo Velho na língua indígena, "numa de suas históricas diligências descobriu os afortunados mananciais do Rio Vermelho, nascente do Araguaia. O ouro constituía preocupação do governo, de todo mundo". Todas as atenções se voltam para Goiás, e todos queriam ouro, até que houve a proibição de novos caminhos, visando principalmente cobrar impostos para a coroa portuguesa.

A partir daí, inicia-se a história da região compreendida entre os Rios Grande e São Francisco, um marco diviso-histórico, na chamada Serra das Esperanças, delimitada portanto a área dentro da Comarca do Rio das Mortes, ou São João D'el Rey, uma das três criadas em 6 de abril de 1714 (as outras duas foram as de Sabará ou Rio das Velhas e Vila Rica (Atualmente Ouro Preto).

Reza a lenda que a origem do nome deriva de um senso comum entre os tropeiros, os quais, durante o ciclo da cana-de-açúcar, carregavam seus imensos fardos de açúcar e pousavam quase sempre às margens do rio que hoje corta a cidade. Certa vez, um dos carregamentos foi atacado por correições de formigas e os tropeiros obtiveram enorme prejuizo. A partir de então, o local foi denominado de Rio das Formigas, para que os viajantes que ali pousavam tomassem precauções contra os possíveis ataques dos insetos.

Turismo

O lago de Furnas atrai muitos turistas à região. Situado a 20 km da cidade, o lago tem ao redor clubes e condomínios. A cidade possui ainda o Cristo Redentor, no morro da Loreta, cachoeiras e lagoas.

Comunicação

Formiga possui 4 rádios FM, 1 AM e 1 canal de televisão, que gera sinal para toda a região, além de contar com três jornais impressos: dois semanários (Tribuna e Nova Imprensa) e um diário (O Pergaminho). Tem ainda a revista A par.

Educação

Formiga MG possui 17 escolas municipais, 10 estaduais e 8 particulares. O Centro Universitário de Formiga (Unifor-MG) oferece mais de 20 cursos superiores e pós-graduação. Um Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais - IFMG que conta atualmente com 5 cursos superiores (Ciência da Computação,Administração, Engenharia Elétrica, Licenciatura em Matemática e Tecnologia em Gestão Financeira) e 3 cursos médio-profissionalizantes (Técnico em Informática, Técnico em Administração e Técnico em Eletrotécnica), cursos esses gratuitos e geridos com recursos do Governo Federal. Há também na cidade o Centro de Vocação Tecnológica - CVT o qual oferece cursos próprios direcionados a toda população e também alguns cursos à distância em parceria com a Universidade Federal de Viçosa.

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